Quanto cobrar por um site em 2026: guia para freelancer
atualizado em 5 de out. de 2026 · 5 min
A resposta curta
Cobre o suficiente para pagar as suas horas num valor que cubra contas, ferramentas e impostos, mais uma folga para os imprevistos que todo projeto traz. Na prática: estime as horas, multiplique pelo seu valor-hora real, some custos e margem, e passe um preço fechado para um escopo bem definido. Sites de freelancer no Brasil vão de algumas centenas a alguns milhares de reais; onde você fica depende do escopo e do valor para o cliente, não do número de páginas.
Comece pelo seu piso, não pelo mercado
A maioria dos freelancers precifica olhando o que os outros cobram. O problema é que você não sabe quais são os custos, as horas e os resultados dessas pessoas. Comece pelos seus números e só depois compare com o mercado.
O seu piso é o menor valor-hora em que esse trabalho faz sentido para você:
- Renda mensal de que você precisa, antes dos impostos.
- Some os custos do negócio: programas, computador, internet, contador, celular.
- Some os impostos: o DAS do MEI é fixo, mas se você já passou do limite do MEI e está no Simples, a alíquota pesa. Peça o seu número real ao contador.
- Divida pelas horas faturáveis, não pelas horas trabalhadas. Reunião de venda, WhatsApp, administração e estudo não são faturáveis. Muita gente fatura metade ou menos do tempo que trabalha.
O resultado é o seu valor-hora mínimo. Abaixo dele, cada projeto custa dinheiro, mesmo que a agenda pareça cheia.
Estime as horas com honestidade
Liste cada etapa de um projeto típico e ponha as horas ao lado:
- Conversa inicial e proposta
- Juntar o conteúdo e cobrar o cliente por ele (muitas vezes a parte mais longa)
- Estrutura e design
- Montar as páginas
- Formulários, integrações, agendamento ou loja
- Rodadas de ajuste
- Domínio, e-mail, lançamento e entrega
- Ensinar o cliente e responder dúvidas nas primeiras semanas
Depois acrescente uma folga. Projeto estoura, quase nunca sobra. Uma folga de 20 a 30 por cento sobre a estimativa é uma regra prática comum; use os seus projetos anteriores para calibrar.
Preço fechado, por hora ou por valor
| Modelo | Quando funciona | O risco |
|---|---|---|
| Por hora | Escopo incerto, alterações contínuas | O cliente vigia o relógio e você é punido por ser rápido |
| Preço fechado | Escopo definido, site típico de pequena empresa | Escopo que cresce se a proposta é vaga |
| Por valor | O site claramente traz receita (agenda, contatos, vendas) | Precisa de cliente que veja o site como investimento |
Para a maioria dos sites de pequena empresa, preço fechado para um escopo escrito é o melhor equilíbrio. Você calcula com horas, passa um número só, e o que sair do escopo vira novo orçamento.
Um exemplo com números
Digamos que o seu piso seja R$ 80 por hora e um site de cinco páginas para um prestador de serviço local leve 25 horas, contando a troca de mensagens. Com 25 por cento de folga, ficam umas 31 horas. Isso dá perto de 2.500 reais do seu tempo. Some o custo de qualquer ferramenta ou plugin pago que você comprar para esse projeto e arredonde para um número redondo no orçamento.
Se o site tem agendamento online, um formulário que alimenta as vendas do cliente ou uma página por serviço em três cidades vizinhas, ele vale mais para o cliente, e aí entra o preço por valor. A conta acima é o seu piso, não o seu teto.
Esses números são um exemplo, não uma referência de mercado. Use os seus.
Compare o seu número com o mercado
Com o piso na mão, olhe para fora. Não para copiar ninguém, mas para saber onde você está.
- Pergunte ao cliente o que mais ele considerou. "Com quem mais você está conversando?" é uma pergunta normal na primeira conversa, e a resposta mostra se você disputa com construtor de site faça você mesmo, com outro freelancer ou com agência.
- Olhe a sua taxa de fechamento. Se você fecha quase toda proposta, o seu preço provavelmente está baixo. Se não fecha quase nenhuma, o problema pode ser preço, mas também pode ser a proposta ou o tipo de cliente que você atrai.
- Suba o preço primeiro para cliente novo. Toda vez que a agenda enche, suba um degrau nos próximos orçamentos. Quem já é cliente mantém o valor combinado até o reajuste anual.
O que cobrar à parte
Precifique separado o trabalho único e o trabalho contínuo. Misturar esconde o seu preço real e deixa a parte mensal fácil de cortar.
- Único: design, construção, montagem do conteúdo, lançamento.
- Mensal: hospedagem, renovação do domínio, e-mail, pequenas alterações, backup, conferência.
- Extras: redação, fotografia, logo, rodadas de ajuste a mais, páginas novas depois do lançamento.
Escreva o que significa uma rodada de ajuste (uma lista única de alterações, não um fluxo de áudios no WhatsApp) e quantas estão incluídas.
Erros que comem a sua margem
- Começar sem entrada.
- Escopo vago tipo "um site moderno com as páginas necessárias".
- Ajustes ilimitados.
- Pagar o domínio ou a hospedagem do cliente no seu cartão e esquecer de cobrar.
- Fazer o trabalho mensal de graça porque "é só uma alteraçãozinha".
- Não emitir nota fiscal e descobrir o problema na declaração.
Como fazer na Basely
A Basely não define o seu preço. Você decide quanto cobrar pelo site e pelo seu cuidado mensal, e é assim que deve ser.
O que muda é o lado do custo e o da venda. Com o AI Builder, o agente escreve o site a partir da sua descrição e confere num navegador de verdade, e as alterações acontecem conversando ou clicando na página. Menos horas por site quer dizer que o seu preço fechado carrega mais margem, ou que você pode orçar um pouco abaixo e ainda ficar acima do piso.
Em Vendas, você põe o preço do site, o plano da plataforma, o domínio e a sua mensalidade numa proposta pública só. O cliente lê, assina o contrato e paga no cartão. A Basely fica com 15% só do preço do site, então considere isso no orçamento do site; a sua mensalidade não é tocada. Cada serviço renova na própria assinatura, e o site vai para a conta do cliente com login próprio enquanto você continua cuidando dele.
Calcule o seu piso hoje e orce o próximo site a partir desse número, não de um chute.
O primeiro site com IA é grátis para conta com e-mail confirmado.
Perguntas
- Devo mostrar meu valor-hora para o cliente?
- Normalmente não. Use o valor-hora para calcular e passe um preço fechado para um escopo definido. O cliente compara preço fechado com facilidade e não fica preocupado com o relógio. Guarde o valor-hora para o que sair do escopo.
- Quanto pedir de entrada?
- Muito freelancer pede metade na assinatura e o resto na entrega, ou um terço em cada etapa nos projetos maiores. O que importa é nunca fazer a maior parte do trabalho antes de entrar algum dinheiro. Pix ou cartão, tanto faz, desde que a entrada caia antes de começar.
- Posso cobrar menos agora que a IA faz site mais rápido?
- Fazer mais rápido diminui as suas horas, não o valor do resultado. Você pode repassar parte do tempo economizado ao cliente e guardar parte como margem. O que o cliente continua pagando é o seu critério: o que dizer, o que cortar, o que traz cliente para ele.
- O que fazer quando o cliente diz que está caro?
- Pergunte qual orçamento ele tinha em mente e tire escopo para caber, em vez de baixar o seu valor. Menos páginas, sem blog, fotos dele. Baixar o preço pelo mesmo trabalho ensina ao cliente que o seu primeiro número não era de verdade.
